NECROPOLÍTICA NUCLEAR: O COLONIALISMO ATÔMICO E A PRODUÇÃO GLOBAL DE ZONAS DE MORTE
Abstract
A corrida armamentista originada na primeira metade do século XX mudou totalmente o curso da história da humanidade com a invenção da bomba atômica e o ataque estadunidense à Hiroshima e Nagasaki. O alcance dessa tecnologia expandiu o potencial bélico de diversas potências, particularmente Estados Unidos, Reino Unido e França, que por sua vez produziram experimentos nucleares em suas colônias, perpetuando o caos sistêmico e o uso da necropolítica, à luz de Mbembe (2003). Diante desse cenário, a presente monografia teve como objetivo debruçar sobre a narrativa da descartabilidade de corpos colonizados a partir do discurso de manutenção e legitimidade do poder geopolítico pelas potências nucleares, vinculando com a Teoria Imperialista (LÊNIN, 1917) e com a Teoria Sistema-Mundo (WALLERSTEIN, 1974) das Relações Internacionais. Outrossim, a investigação empregou abordagem qualitativa, fundamentada na análise histórico-documental de registros governamentais, relatórios institucionais, livros e jornais. Os resultados demonstraram que as experiências nucleares conduzidas nas Ilhas Marshall, assim como os testes realizados em Maralinga, reforçaram estruturas de dominação, aprofundaram a racialização da vulnerabilidade e contribuíram para naturalizar a precarização das populações locais.Downloads
Published
2026-01-21
How to Cite
MACÊDO, R. O. D. . (2026). NECROPOLÍTICA NUCLEAR: O COLONIALISMO ATÔMICO E A PRODUÇÃO GLOBAL DE ZONAS DE MORTE. Portal De Trabalhos Acadêmicos, 18(2). Retrieved from https://revistas.faculdadedamas.edu.br/index.php/academico/article/view/3304
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RELAÇÕES INTERNACIONAIS